Juliana, a assistente da Cooperativa Liberté, é —tecnicamente— uma inteligência artificial. Mas na Liberté essas duas letras significam outra coisa: Inteligência comunitáriA. Não é um slogan: é uma decisão sobre para que serve a tecnologia e a quem ela pertence.
Juliana não é nova. Nasceu dentro da Unidad Penal N°15 (Unidade Penal N°15) de Batán, antes de existir o ChatGPT, recebendo os pedidos do armazém da Liberté pelo WhatsApp. Com os anos cresceu: hoje responde em qualquer idioma, entrega certificados e acompanha o cursado na Universidad Liberté. Essa história tem sua própria página. Esta nota é sobre outra coisa: por que a pensamos de forma diferente.
O que é uma Inteligência comunitáriA
A ferramenta é desenvolvida pela VERUMax, o estúdio que constrói e mantém a plataforma digital da Liberté. É curada pela equipe humana da Liberté: decide o que sabe, como fala e quais temas evita. A tecnologia é fornecida pela VERUMax; o critério e a voz, pelas pessoas.
Curar não é um detalhe, é o trabalho. Cada resposta de Juliana se apoia em conteúdo que uma pessoa carregou e revisou: as notícias da cooperativa, o glossário, as áreas, a oferta da Universidad Liberté. Se uma resposta não serve, é sinalizada e a equipe a corrige. A inteligência não vive só no modelo: vive também em quem o alimenta.
Uma inteligência artificial a serviço da comunidade, e curada por pessoas: assim entendemos a tecnologia na Liberté.
Em que se diferencia
Juliana sempre avisa o que é: uma inteligência artificial curada pela equipe humana da Liberté. Não se faz passar por uma pessoa.
Seu conhecimento não é a web inteira, é o de uma comunidade. Responde sobre a Liberté, sua imprensa, o Comité de Convivencia Mario Juliano e a Universidad Liberté porque é isso que sua equipe carregou e revisou. Quando não sabe algo, diz.
E tem um destinatário concreto. Não é um produto pensado para vender atenção nem dados: é a ferramenta de uma cooperativa de trabalho integrada por pessoas em situação de cárcere, vítimas do delito e da sociedade, e libertas, a serviço de sua comunidade.
De quem é a inteligência
A diferença, no fim, é de pertencimento. Em uma Inteligência comunitáriA a inteligência é coletiva: a contribuição das pessoas e a ferramenta que a organiza. Por isso na Liberté a IA não é só Artificial. É Comunitária.
Juliana se conhece escrevendo para ela, todos os dias, pelo site da Liberté. É parte de uma história mais longa: a que começou em 3 de julho de 2014, quando a Liberté nasceu dentro da Unidad Penal N°15 de Batán. Essa história, marco por marco, vive na linha do tempo da Liberté.